gs | the godspeed

 
 
home   flickr   twitter   e-mail   eu  
P.V. [speedofGod]
Um pretenso escritor, que através de suas mal traçadas linhas tenta falar de um Deus real

 

A Repetição | 24 de dezembro de 2009

A todos os que me são caros
A todos os que entraram neste blog
A todos os que são meus amigos, colegas, parceiros
A todos os que me odeiam

Que o Natal seja feliz, que tenha tudo do bom e do melhor não só na mesa como na vida inteira

E que 2010 seja melhor que 2009.

E por mais que as palavras sejam muito parecidas com as tantas repetições, tenha certeza que essas são sinceras.

A todos, muito obrigado por este ano, e que nos encontremos no próximo.

GODSPEED YOU!

Unplugged | 21 de dezembro de 2009

Tive uma despesa interessante semana passada. Pela primeira vez, comprei uma agenda que já está sendo usada, mesmo que o ano a qual se destina esteja á alguns dias de distância. Ela já tem meu primeiro compromisso do novo ano, a lista de livros e discos que pretendo obter no ano a chegar.

Mas o lance mesmo foi um caderninho.

Tenho estado muito ocupado em meu trabalho, onde cobranças e afazeres se avolumam. Por isso, meu blog está ás traças, o blog da JNI em igual estado, e meu twitter recebu apenas hoje alguma coisa nova. De qualquer forma, eu comprei um caderninho.

Mas tem alguma coisa que me fez comprar aquele caderninho.

O preço era abusivo, o produto é importado, as folhas amarelas e ele tem capa dura preta e um elástico. Isso mesmo, é um Moleskine. Tê-lo em mãos me trouxe a possibilidade de ser mais espontâneo e sincero em minhas palavras, economizar frases ridículas, ciber-micos, e twitadas.

Fiz meu primeiro estudo bíblico manuscrito ali, que pretendo transcrever com maiores detalhes para o computador mais tarde. Escrevi poemas. Desenhos ridículos. Mas me colocou pra pensar numa coisa.

Blogs, câmeras digitais, photoshop... tanta coisa que contribui ao mesmo tempo pra nada. Sinto que passamos tanto tempo numa aura de mediocridade, onde qualquer coisa desce. Uma foto de um fotógrafo profissional é hoje desdenhada em prol de inúmeras tentativas com uma câmera de 7 megapixels. Uma postagem de incentivo a "viver a vida" vale mais que um bom texto de Victor Hugo ou Machado de Assis sobre a própria vida.

Poder processar as idéias é uma coisa que está em decadência, por causa de uma pressa mal direcionada.

Mas vou parar por aqui. Não vou discorrer mais ainda sobre um assunto tão batido. Vou pro meu caderninho, onde dá pra pensar sem energia elétrica.

Volto pros cumprimentos de fim de ano.

Notas de um fim de semana | 23 de novembro de 2009

Eu costumo ser detalhista sobre meus fins de semana fora do comum igreja-lanchonete, mas hoje, eu vou falar algo diferente. 

Aqui, dentro do meu trabalho, faz um frio lamentável. O Horrível ar condicionado congela a muitos, refresca a outros e é razão de ofensas não declaradas e egoísmo implícito. Voltar aqui, hoje, é como um soco durante um sonho que já estava no final. 

Tudo correu muito bem no meu fim de semana. Sim, excepcionalmente bem. Descobri que tenho mais amigos que eu pensava, mais pessoas que gostam de minha namorada do que eu imaginava. Isso me dá fôlego pra suportar a torcida contra, o tempo ruim, o falatório desnecessário, as cobranças indevidas. Ao rir, eu me sentia vingado de todos os problemas e pessoas que os causaram, como se cada risada lhes causasse dor. E como se cada gargalhada junto com minha moça soasse como afronta. 

É difícil saber que os lugares onde poderia vir apoio vem alçapões, e onde deveria haver luz há um trem sem freios. Mas é interessante descobrir as fontes que jorram água de qualidade excepcional escondidos nos recônditos mais inesperados. Assim, eu creio, que Deus mostra quem Ele é. Apesar do caos instaurado, Ele reina, e seu trono não é uma privada. 

Percebo que as dificuldades e contrariedades podem ter dois usos: razões para desistência ou demonstrações de caminho correto. O que é mais fácil nem sempre é o certo, e o que parece errado nem sempre o é sob outros olhares. Ying-Yang? Não. Mas ao notar que pessoas que enxergam a vida em preto e branco, sem se importar com as tonalidades, escolhas, conseqüências, passados, razões e afins, trnasformam tudo o que tocam em pedras e abrolhos, sem conseguir ver nada além do que seus óculos míopes permitem. 

Somos o que escolhemos ser e isso é fato. Podemos, como prega a psicologia atual, colocar a culpa de nossos fracassos em nossos pais, em nossos genes, usando a vitimização e a neurociência pra isso, e nos eximirmos das culpas que nos cabem. Jogar as razões de escolhas erradas sobre os outros é fácil, e encontrar expiação em quem não pode se defender por não estar mais lá, ou por não mais se importar, é ser covarde. Sim, pais tem influência, mas há a escolha: se deixar ser como eles, ou ser melhor do que eles, e acertar onde erraram, melhorar onde acertaram e construir um legado ainda maior que o que lhe será deixado. 

Saber enxergar o que há por trás de tantas coisas que existem, ações e palavras, ameaças e desejos, é algo que exige tempo e exige paciência. Ambas coisas que poucos têm e menos ainda utilizam, e menos ainda o afiam. 

Nada vai me tirar o prazer deste fim de semana. Nem a cara feia, nem a má vontade, nem a ameaça. O futuro a Deus pertence, e com Ele está em melhores mãos. Eu acredito que Aquele a quem sigo sabe o que está fazendo, e não vai me deixar. Eu sei que Ele preparou este fim de semana tão bom e tão perfeito. Esquecer um detalhe ou outro são inerentes de uma pessoa comum. Seja como for, é nisso que eu acredito.

Nerds | 3 de novembro de 2009

Hoje, fui á contragosto pra uma reunião. Tudo bem, quase todas as reuniões que vou são á contragosto. Mas hoje, ue tive uma epifania, ou quase isso. 

Antes de falar da reunião, vou explicar: sou nerd convicto. Gosto de tecnologia, de internet, computadores e celulares. Mas também sou fissurado em carros e motos. Não morro de amores por seriados - só que um mal assisto, Lie to Me - tanto que meus amigos mal se agüentam por Lost ou That '70s Show e coisas assim, e eu não dou a mínima. Gosto de videogame mas não troco os beijos de minha namorada por um God of War. 

Sou nerd sim. Mas consciente. 

Ao entrar na reunião, me senti um personagem do Dilbert, onde ele se mete em situações bizarras dentro de uma grande corporação. Reuniões intermináveis sobre assuntos inúteis ou então louvando algum diretor. No meu caso, fui chamado pra participar de uma coisa assim. 

Querem fazer uma filmagem, usando pessoas DA EMPRESA pra figurarem situações de trabalho, inserindo um teor cômico. Primeiro: eu não vou expor minha cara num evento prum monte de gente de graça. Faço pra amigos, pra diversão. Mas pra gastar meu tempo de trabalho num mico do tamanho do Pará, nem que cocô virasse brigadeiro. Segundo: vou ocupar tempo ocioso do meu trabalho pra cumprir com um capricho desses? Na real: vou levar trabalho não remunerado e dispendioso pra casa pra usar o MEU computador no MEU tempo livre. Eu deixo de ser uma matrícula pra ser PV de novo quando dá 6 da tarde. Nem ferrando. 

Não obstante, duas figuras icônicas. Dois homens, acima dos 25 anos, ou chegando lá muito em breve. Não darei descrições físicas, mas eles estavam empolgados para fazer esse filme, encenar uma ridicularia em prol da empresa. Vem cá, sério, acabamos de sair de um fim de semana; o que fizeram nele que faz uma pagação de mico empresarial tão empolgante e divertida? Estrangeirismos aos montes a cada 6 palavras, adereços fora de idade, aparência sem nenhum cuidado, "a mãe deve ter comprado"... E ali, naquele meio, deslocado e me perguntado "porque eu?", a minha pessoa. 

Ao ver essa situação, numa reunião que duraria 1 hora ou mais, saí. Dei uma desculpa verdadeira e me mandei, pra nunca mais voltar. Se vai ficar legal ou não, não sei, não quero saber. Quando uma pessoa abdica de sua vida pra se envolver em projetos sem noção apenas pra animar uma reunião oficial, alguma coisa está errada. MUITO errada. 

Meus amigos são nerds, mas um namora e o outro, apesar se não saber combinar as roupas, é um cara consciente de que há mais coisas que trabalho. MAIS VIDA, POR FAVOR!!! Chega dessas coisas de "sangue pela empresa" pois isso só te faz mal. A empresa vai te mandar embora assim que for preciso, não importa o quanto você se deu por ela. 

Agradeci imensamente ao meu Deus por ontem: lavei o carro do meu pai, comi um bom churrasco, namorei, fiz um bolo, brinquei com meu quase-filho, e ainda fui a uma festa de aniversário surpresa. Terminei meu dia com um lânguido e delicioso beijo de minha moça, e fui dormir feliz da vida. VIDA. Coisa que algumas pessoas não têm porque acham um PlayStation mais interessante que risadas, um computador mais sedutor que uma mulher, um emprego mais valioso que amigos. 

Hoje, dia três de novembro de 2009, eu agradeci imensamente por não ser como aqueles caras.. 

Awake - Final | 5 de outubro de 2009

Seu mais novo instinto o mandava sair correndo. O instinto de ocultação, coisa nova para ele, criou um mar de sensações num minúsculo porém eterno microssegundo: ele queria sair correndo por ela ser sua amada, queria sair correndo porque ia fazer uma coisa horrível porém "necessária"; queria abraçá-la e beijá-la, tamanha saudade que sentia, queria contar a ela o que estava havendo, queria saber como estava seu pai e sua irmã...

Uma ordem o moveu para dentro do elevador, e ele se postou ao lado da namorada. Ela estava igualmente travada. Não sabia se chorava, se batia nele, se o beijava, se perguntava... só sabia que ambos desceriam no mesmo andar, quando ele fez menção de apertar o andar já iluminado. A tensão entre os dois podia cortar o ar, se permite o clichê. Quando saíram no andar solicitado, apenas eles desceram. Seguiram caminhando lado a lado e ouviram a porta se fechar atrás deles. Ela rompeu o silêncio:
 - O que está acontecendo? - rispidez, angústia e carinho estavam presentes neste som.
Ele não sabia o que dizer. Seus alvos estavam a poucos metros de distância e ele teria que explicar? Que outra chance teria?  O que fazer?
 - Eu não sei. Sei que tenho que colocar duas pessoas no meu lugar pra poder voltar.
 - O quê?
Ele parou, a encarou e disse:
 - Se afaste, confie em mim e volte ao hospital onde estou em coma. Tenho uma coisa pra fazer e não quero você aqui.
 - Mas eu...
 - Você terá uma explicação. Eu lhe darei. Mas agora não.
E saiu.
Ela estava sem saber o que fazer. Ele foi claro e muito sério no que dizia, quase intimidador. Ela resolveu voltar, mas queria ver o que ele iria fazer, se era tão sério assim. Se dirigiu até a escada de emergência, logo ao lado do elevador, mas se virou, no momento em que viu o que seu namorado fez.

Entre as cãmeras de vigilância, há espaços sem visão: partes do prédio onde alguns poucos metros são mal vigiados. No corredor que leva ao elevador do outro lado, havia um enorme espaço escuro, onde uma porta de mogno centenária escondia uma sala de limpeza e a entrada de sol. Atrás deles, vestido de residente, armado das seringas com sedativo, foi rápido e usou as duas mãos para injetar nos braços do pai e do filho. Quase instantâneamente, antes de chiarem de dor e susto, caíram desacordados.

Foram amparados pelo rapaz e levados, sem susto até a sala da limpeza. Ali, escondidos dos outros, receberam as outras injeções, e caíram em coma. O rapaz despiu o moleque, pegou suas roupas - favoritas - as embrulhou e colocou numa sacola. Saiu vestido como seu algoz, e saiu pela porta da frente. Levaria alguns minutos apenas para que se dessem conta que os dois não saíram dali, e umas duas horas para abrissem a sala da limpeza, ainda mais num andar mal vigiado.

Dobrou a esquina, viu sua moça no fim da rua. Ao chegar perto dela, sentiu uma coisa nova. Era uma sensação semelhante a que ele teve quando se viu acordado unido ao homem dormindo. Se sentia vazio. Olhou as mãos, e viu que estava translúcido, quase transparente. A namorada o olhava, em pânico, quando ele apenas disse:
 - Estou acordando.
E suas roupas caíram vazias no chão. A moça estava sem reação: vira-o desaparecer na sua frente, sumindo em poucos segundos. Pegou a sacola com as roupas dele, largou as roupas que ele vestia no chão e correu para onde ele deveria estar: numa cama deitado em coma.

Ela sabia que deveria mascarar sua face empalidecida de medo, por isso, corria. Ela sabia que não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que tudo estava relacionado: a velhinha, a primeira aparição dele na rua, as roupas no chão, as injeções de sedativo naqueles dois... de alguma forma, ainda que absurda, seus passos acelerados na rua acompanhavam a cadência com a qual ela pensava e juntava os fatos. Ofegante ainda, entrou feito um foguete no elevador que fechava a porta.

Nunca um elevador foi tão devagar.

Desceu no andar, correu pelo corredor e abriu abruptamente a porta. A mãe tomou um susto. Ele jazia, ainda, inerte e inexpressivo em seu silêncio. Sentou-se, ofegante, enquanto sua sogra perguntava o que aconteceu, sendo que nem ela ainda podia tranformar em palavras o absurdo que presenciara. Entregou-lhe a sacola de roupas e desabou no pequeno e desconfortável sofá. Frustração. "Estou acordando", ele disse. O que foi aquilo? Sua sogra saíra do quarto, para levar as roupas do filho para lavar, e ela adormeceu.

Acordou abruptamente, com a escuridão da noite. Viu a irmã deitada num colchonete no chão, em melhor conforte que o sofá. O quarto estava sem luz, apenas com a mínima claridade vinda de fora. Seus olhos se habituaram á pouquíssima luz, e logo passou a se lembrar do que lhe acontecera: seu namorado em coma acordado na sua frente, no outro hospital, armado de seringas. Viu ele desaparecer dentro das roupas, na sua frente. O ouviu claramente, e se lembrava da frase "estou acordando", ecoar nesses pedaços de lembrança.

Desviou o olhar do nada e voltou-se para a cama: aparelhos deligados, fios dependurados e o cobertor revirado, mostrando o lençol e as marcas de presença ali. Ainda estava quente. Atônita, acordou sua cunhada, que começou a tremer de felicidade. Não havia nada no banheiro. Ao saírem, viram um homem na sala de espera, com a janela aberta, expressão cansada de alguém que não se mexeu por um tempo diferente do normal, e um copo com chocolate quente na mão. Mal se contiveram, e correram pra abraçar o recém-chegado rapaz, ainda frágil, mas de volta.

------

O dia seguinte, pessoas e mais pessoas lhe fizeram comemorações. Ele olhava pra sua namorada com ar de cumplicidade. Em dois dias, recebeu alta e foi pra casa. Ela nunca mais perguntou nada sobre aquele dia, nem ele nunca mais tocou no assunto. Eram 7 horas da manhã quando entrou finalmente no carro de seu pai e foi levado pra casa.

Pela janela do carro, ele viu um garoto de uns 18 anos, bem trajado, com expressão perdida, sair pela porta dos fundos do outro hospital.

Marcadores:

Awake - Parte 7 | 27 de setembro de 2009

Sentada num banco do corredor, a namorada via os médicos atestando o óbito da velhinha simpática. Eles estranharam as roupas caídas ao lado da cama, mas aquilo era um hospital, o lugar onde milagres e estranhezas gostavam de se manifestar. Perguntaram á moça, que apenas gaguejou; sua mente estava a mil por hora, em elucubrações sobre o que vira nesses dias: um homem perfeitamente igual seu namorado na rua, trajando as mesmas roupas do dia do atropelamento, enquanto ela o vira, poucos minutos depois, inerte na cama do hospital. Perguntava-se se era possível estar em dois lugares ao mesmo tempo. O corpo da velhinha e as roupas no chão nada diriam.

Ele aguardava. Os médicos corriam para tentar ressucitar o velhote, e a máquina de ressucitação fora acionada umas sete vezes. Afinal, um hóspede rico daquele rendia bons dividendos de aluguel de quarto e cuidados, e ele morto não valia nada pra eles, mas devia valer pra família. Não demorou muito para que o pai e o filho - sendo este último o responsável pelo coma do rapaz - estivessem presentes para ouvir do médico principal a notícia do óbito. O garoto não fez menção e desdenhou de qualquer informação, e o pai se fazia de forte: afinal, seu pai morto e seu filho um imbecil, a família estava á deriva.

Foi quando o rapaz se lembrou de uma coisa que a velhinha lhe havia dito: as coisas se ajeitavam por si mesmas. Cabia a ele apenas intervir em um deles. Bem, o rapaz sabia que tinha que trazer um pra poder sair dali, e agora dois, uma vez que despachou o velho. Mas não sabia como fazer aquilo funcionar. Mas ora vejam só: isso aqui é um hospital, tem tudo o que se precisa pra colocar um ser humano em estado total de invalidez. Uma busca dentro do hospital e encontrou vários pacientes em coma induzido, ou seja, durmindo sob ação de substâncias. Uma dose mais alta, e cai em coma profundo. Eles ainda iam se demorar no hospital. Jovem ainda, jamais convenceria ser um médico, mas sim um residente inexperiente e ansioso. E num hospital grande, quem se lembra se são tantos rostos?

Ninguém soube dizer á irmã o que acontecera. Um homem a perseguia e depois sumia dentro das próprias roupas. Deixou coisa boa pra trás, que os faxineiros trataram de não deixar na seção de achados e perdidos, especialmente a correntinha e o anel, de ouro em alto grau de pureza. Ainda se refazendo do susto, a namorada entrava no quarto. Ao saber a história, imediatamente associou ao estranho sumiço por ela presenciado há pouco tempo. Haveria alguma relação?

Conseguiu, após algum esforço, encontrar os documentos do sumido. O rosto era igual ao do homem que a subornara, bem como o sobrenome. Dados médicos são fáceis de encontrar em hospitais, e estes se comunicam, especialmente sobre pacientes trasnferidos e medicações a serem administradas, e assim sendo, logo encontrara o hospital onde o homem sumido estaria, sem que ela soubesse que encontraria um cadáver. Era perto dali, e sem cerimônia, foi até lá.

Uma porta trancada no bem vindo horário da janta, um manual de instruções e o rapaz tinha um kit com seis seringas, separadas por cor: amarela, para dormir; azul para induzir o coma; preto, para aprofundar o trauma. Era o suficiente para mandar os dois, para ele voltar á vida e os médicos reverterem tudo, uma vez que não houve nada de mais grave, apenas substâncias específicas, ele julgava. Colocou as seringas num estojo e saiu da sala, trancando-a novamente. Apertou o botão do elevador, para subir, e terminar o que viera fazer.

Ao que o elevador abriu suas portas, haviam cinco pessoas. Dois médicos, um casal e ela. Sua namorada.

Marcadores:

 

flickr

busca

marcadores
bobagens cristianismo crônicas Dos outros ensaios
fim de semana
Fédemais literatura mulheres música
pessoas poesia política tecnologia trabalho

recentes

amigos
Sarah Designer
RodBox
Thiago Romeiro
Francamente, Dvd
PavaBlog
noheartcanfeel

audição
projeto k
Cross 33
Choice
Goel

verdade
Solomon
Nazarene
J. Mossad
Norma Braga
SexxxChurch
Sandro Baggio
Bacia das Almas
Cristianismo criativo

 

arquivos
Julho 2006 Agosto 2006 Setembro 2006 Outubro 2006 Novembro 2006 Dezembro 2006 Janeiro 2007 Fevereiro 2007 Março 2007 Abril 2007 Maio 2007 Junho 2007 Julho 2007 Agosto 2007 Setembro 2007 Outubro 2007 Novembro 2007 Dezembro 2007 Janeiro 2008 Fevereiro 2008 Março 2008 Abril 2008 Maio 2008 Junho 2008 Julho 2008 Agosto 2008 Setembro 2008 Outubro 2008 Novembro 2008 Dezembro 2008 Janeiro 2009 Fevereiro 2009 Março 2009 Abril 2009 Maio 2009 Junho 2009 Agosto 2009 Setembro 2009 Outubro 2009 Novembro 2009 Dezembro 2009

banners





Tomei a pílula vermelha





Faça parte!

 

divulgue


bons lugares

 

2006-2009 - Paulo Víctor Romeiro - Todos os direitos reservados, mediante o Creative Commons© Creative Commons License